sábado, 30 de julho de 2011

“Institutos federais não são universidades”.

Essa foi a afirmação enfatizada pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, durante mesa redonda na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento acontece entre a o domingo, 10 e a sexta-feira, 15, no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

Eliezer demonstrou inquietação com o fato de muitos servidores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica não terem clareza do papel dos institutos. “É natural que os novos profissionais – graduados em universidades – reproduzam a formação que tiveram na academia”, pondera. “Mas isso me preocupa porque temos nossas especificidades e são essas pessoas que vão gerir as escolas daqui a alguns anos”.

Para sanar esse problema, o secretário anunciou que a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) pretende enviar ao Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) proposta de criação de uma escola de formação para os servidores da Rede. “Sempre me orgulhei de estar na universidade e trabalhar com o povo. Precisamos disso nos institutos”, defendeu.

Outra proposição para acentuar essa diferença seria a fusão das pró-reitorias de Extensão e Pesquisa, pois, na visão de Eliezer, ambas devem trabalhar em conjunto. Segundo o secretário, na criação dos institutos federais, acabou-se por copiar parte da estrutura das universidades. Mas esses setores, dissociados, não atendem à essência do projeto.

Expansão – A discussão também foi permeada por debates sobre o futuro da Rede Federal. Segundo o presidente do Conif, Cláudio Ricardo Gomes de Lima, - reitor do Instituto Federal do Ceará -, a intenção é que se chegue à marca de mil escolas pelo Brasil. “Esse número representaria um instituto para cada cinco cidades brasileiras”, explicou.

Cláudio informou que, até o primeiro semestre de 2012, a Rede contará com mais 81 campi. As novas escolas farão parte da terceira expansão dos institutos, que integrará o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Sistema S – O gerente de Desenvolvimento Educacional do Senai, Paulo Rech - em substituição à Confederação Nacional da Indústria (CNI), também participou do debate. Ele sugere que a Rede Federal invista em mais divulgação das certificações profissionais e tecnológicas de nível médio. Segundo o profissional, essas duas possibilidades têm potencial para mudar a vida de muitos trabalhadores.



Fonte: Assessoria de Comunicação - IF Goiano

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